{"id":2486,"date":"2017-12-22T16:48:24","date_gmt":"2017-12-22T16:48:24","guid":{"rendered":"http:\/\/schmidt.art.br\/wppilates\/?p=2486"},"modified":"2023-06-29T18:05:50","modified_gmt":"2023-06-29T21:05:50","slug":"diastase-abdominal-no-puerperio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wppilatesesaude.com.br\/?p=2486","title":{"rendered":"Di\u00e1stase Abdominal no Puerp\u00e9rio"},"content":{"rendered":"<p>Como j\u00e1 conversamos anteriormente, durante a gesta\u00e7\u00e3o ocorrem muitas e intensas altera\u00e7\u00f5es no corpo da mulher. Entre elas est\u00e3o \u00e0quela avalanche de horm\u00f4nios, a relaxina, a progesterona e o estrog\u00eanio, que deixam os ligamentos mais frouxos. O aumento do peso corporal e as adapta\u00e7\u00f5es posturais que ocorrem n\u00e3o se corrigem espontaneamente assim que nasce o beb\u00ea, por isso devemos iniciar o trabalho postural o quanto antes. O ganho de peso, principalmente ap\u00f3s as 24 semanas, tensiona a coluna e as articula\u00e7\u00f5es sacroil\u00edacas, que est\u00e3o sem estabilidade neste momento. Por isso d\u00e1 import\u00e2ncia de trabalharmos o fortalecimento dessa musculatura estabilizadora, a fim de minimizarmos esses desconfortos.<\/p>\n<p>O \u00fatero durante a gesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 em constante crescimento, e apesar de n\u00e3o pertencer ao sistema musculo esquel\u00e9tico, que \u00e9 com o que estamos habituados a trabalhar, \u00e9 a principal causa de todas as altera\u00e7\u00f5es que ocorrem no corpo desta gestante, que no caso, o assunto que vamos abordar nesta mat\u00e9ria, que \u00e9 o estiramento da musculatura abdominal, ocasionando a separa\u00e7\u00e3o dos feixes dos m\u00fasculos retos abdominais ao longo da linha Alba (<a href=\"https:\/\/patriciavaleriano.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Di\u00e1stase dos m\u00fasculos retos abdominais \u2013 DMRA<\/a>).<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es na postura desta mulher, como a antevers\u00e3o p\u00e9lvica, acompanhada ou n\u00e3o de hiperlordose lombar, ocasionam mudan\u00e7as do \u00e2ngulo de inser\u00e7\u00e3o desta musculatura abdominal e p\u00e9lvica e influenciam diretamente na biomec\u00e2nica postural, o que vai gerar um d\u00e9ficit na sustenta\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os. Sendo assim teremos um preju\u00edzo no vetor de for\u00e7as, aonde essa musculatura da parede anterior do abd\u00f4men ir\u00e1 diminuir a capacidade de contrair.<\/p>\n<p>Por esse motivo devemos trabalhar durante toda a gesta\u00e7\u00e3o a ativa\u00e7\u00e3o da musculatura profunda do abd\u00f4men, que vai minimizar esses efeitos provocados por esse estiramento. E n\u00e3o devemos insistir na contra\u00e7\u00e3o da musculatura dos retos abdominais, que perdendo uma de suas principais fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Normalmente esta condi\u00e7\u00e3o ocorre inicialmente no segundo trimestre da gesta\u00e7\u00e3o, com uma maior incid\u00eancia nos \u00faltimos tr\u00eas meses, em decorr\u00eancia do aumento do volume abdominal.<\/p>\n<p><strong>De um modo geral, na literatura, considera \u2013 se como uma di\u00e1stase fisiol\u00f3gica, ou seja, uma separa\u00e7\u00e3o que \u00e9 necess\u00e1ria que aconte\u00e7a para acomodar o beb\u00ea, uma separa\u00e7\u00e3o de mais ou menos tr\u00eas cm, que seria aproximadamente, dois dedos.<\/strong><\/p>\n<p>Normalmente, a gestante apresentando essa separa\u00e7\u00e3o dita como fisiol\u00f3gica, ter\u00e1 um retorno espont\u00e2neo, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es que apresentava antes da gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta DMRA n\u00e3o provoca dor, entretanto nossa principal preocupa\u00e7\u00e3o com essa pu\u00e9rpera que vem para os nossos cuidados, \u00e9 a falta de estabilidade que isso ocasionou no corpo dela, o que consequentemente, pode gerar dores lombares. Estudos mostram que a incid\u00eancia maior \u00e9 em mulheres com baixo t\u00f4nus da musculatura abdominal, outros fatores que predisp\u00f5em s\u00e3o: obesidade, gesta\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas, multiparidade, polihidr\u00e2mio (excesso de l\u00edquido amni\u00f3tico), macrossomia fetal.<\/p>\n<p>Em minha pr\u00e1tica cl\u00ednica, tenho visto uma preval\u00eancia maior em mulheres que apresentam hiperfrouxid\u00e3o ligamentar ou que tem a estrutura corporal menor (muito magras), e a maioria delas que me procuram, n\u00e3o tiveram a orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, simplesmente come\u00e7aram a perceber dificuldades em alguns movimentos em que a musculatura abdominal era exigida e tamb\u00e9m o n\u00e3o entendimento do porque a barriguinha continua mesmo depois de tanto tempo que nasceu o beb\u00ea.<\/p>\n<p>O puerp\u00e9rio tem dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 6 a 8 semanas, nas quais as modifica\u00e7\u00f5es ocorridas no corpo da mulher durante a gesta\u00e7\u00e3o ir\u00e3o retornando, pouco a pouco, ao estado anterior \u00e0 gravidez. Esse per\u00edodo pode ser dividido em tr\u00eas est\u00e1gios: p\u00f3s-parto imediato (1\u00ba ao 10\u00b0 dia ap\u00f3s a parturi\u00e7\u00e3o), p\u00f3s-parto tardio (11\u00b0 ao 45\u00b0) dia e p\u00f3s-parto remoto (al\u00e9m dos 45 dias).<\/p>\n<p>A nossa atua\u00e7\u00e3o como instrutor de Pilates, na maioria dos casos se inicia o p\u00f3s-parto remoto, e na maioria das vezes depois de dois, tr\u00eas meses ou at\u00e9 um ano ap\u00f3s o nascimento do beb\u00ea. Alguns instrutores, j\u00e1 nem consideram um p\u00f3s-parto, quando passa de um ano ap\u00f3s o parto, por\u00e9m se essa mulher n\u00e3o teve nenhum treinamento espec\u00edfico ap\u00f3s o parto, precisamos continuar tendo cuidados, principalmente com a musculatura abdominal.<\/p>\n<p><strong>Independente do momento em que ela chegar a nosso est\u00fadio, devemos realizar o teste para avaliar se h\u00e1 a DMRA e se tiver mensurar o tamanho para posteriormente reavaliar e continuar ou n\u00e3o com a conduta adotada durante as aulas.<\/strong><\/p>\n<p>Vou descrever agora a maneira para avaliar a musculatura abdominal dessa pu\u00e9rpera. Na posi\u00e7\u00e3o supina com quadris e joelhos fletidos a 90\u00ba, p\u00e9s apoiados e bra\u00e7os estendidos ao longo do corpo. Nessa posi\u00e7\u00e3o, solicitar a flex\u00e3o anterior do tronco at\u00e9 que o \u00e2ngulo superior da esc\u00e1pula estivesse fora do apoio. E assim vamos percorrendo ao longo da linha Alba colocando os dedos perpendicularmente entre as bordas mediais dos m\u00fasculos reto abdominais.<\/p>\n<p>Caso essa aluna n\u00e3o apresente uma DMRA podemos trabalhar as flex\u00f5es de tronco, de acordo com a condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica de cada aluna. Caso contr\u00e1rio, devemos evitar as flex\u00f5es de tronco (Abdominais tradicionais e rolamentos para tr\u00e1s) e treinarmos muito a ativa\u00e7\u00e3o da musculatura abdominal profunda (Power House), partindo de assoalho p\u00e9lvico, transverso abdominal, obl\u00edquos internos e retos abdominais. Associado com a respira\u00e7\u00e3o, temos que pensar prioritariamente em reativar essa musculatura estabilizadora que se encontra bem fraca. E tamb\u00e9m devemos orient\u00e1-la que ela fa\u00e7a isso em casa pelo menos 10 minutos por dia, al\u00e9m de orientar que vire de lado para se levantar, evitando a sobrecarga. A partir da evolu\u00e7\u00e3o desse controle e coordena\u00e7\u00e3o muscular, podemos adicionar inicialmente movimentos mais simples e que n\u00e3o exijam tanto de musculaturas mais globais.<\/p>\n<p>Utilizaremos primeiro exerc\u00edcios com cadeia cin\u00e9tica fechada, depois semi aberta, e as abertas ficar\u00e3o mais para um momento em que ela j\u00e1 esteja bem melhor condicionada. O tempo para a evolu\u00e7\u00e3o vai depender da condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica de cada uma, da extens\u00e3o da DMRA e tamb\u00e9m da disciplina no dia a dia e nas aulas de pilates.<\/p>\n<p>Lembrem \u2013 se que aqui nesta mat\u00e9ria estou dando \u00eanfase a uma das altera\u00e7\u00f5es que ocorrem no p\u00f3s-parto, mas n\u00e3o deixem se considerar as outras mudan\u00e7as posturais que ocorrem, realizando uma avalia\u00e7\u00e3o postural, funcional, e de tudo que possa interferir nas AVDs dessa sua aluna. Posteriormente podemos conversar um pouco mais sobre isso aqui nas mat\u00e9rias do blog.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a o Programa de Prepara\u00e7\u00e3o para o parto e gesta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel da WP Pilates &amp; Sa\u00fade clicando neste link <a href=\"https:\/\/patriciavaleriano.com.br\/gestante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/patriciavaleriano.com.br\/gestante\/<\/a><\/p>\n<p><strong>Dra. Patricia de Andrade Valeriano &#8211; Crefito-3\/77458-F<\/strong><\/p>\n<p>Fisioterapeuta e diretora t\u00e9cnica da cl\u00ednica<a href=\"https:\/\/wppilatesesaude.com.br\/\"> WP Pilates &amp; Sa\u00fade<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como j\u00e1 conversamos anteriormente, durante a gesta\u00e7\u00e3o ocorrem muitas e intensas altera\u00e7\u00f5es no corpo da mulher. Entre elas est\u00e3o \u00e0quela avalanche de horm\u00f4nios, a relaxina, a progesterona e o estrog\u00eanio, que deixam os ligamentos mais frouxos. 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