Diástase abdominal no puerpério 

Diástase abdominal no puerpério 

A Diástase abdominal é uma das principais preocupações das mulheres no período pós-parto devido principalmente à aparência estética que ela causa. 

Contudo, a diástase vai muito além do abdômen “estufado” e da separação dos feixes musculares do reto abdominal. 

Primeiramente, temos que entender que diástase é algo fisiológico, natural, que permite a boa função do nosso corpo como um todo. 

Devido às alterações fisiológicas que ocorrem no corpo da mulher durante a gestação, os feixes musculares do reto abdominal se afastam para dar espaço e suporte para que  o bebê cresça e se desenvolva adequadamente, e isso é extremamente normal. 

Durante o período pós-parto, o corpo da mulher vai se reorganizando novamente e a  musculatura abdominal também faz parte desse processo. 

Contudo, a mulher pode permanecer com uma diástase patológica (afastamento de dois dedos ou mais). Mas o mais importante não é o afastamento das fibras  musculares, e sim a função da musculatura abdominal e como ela se comporta e se  integra com o resto do corpo. 

Consequências da diástase 

O nosso corpo é todo conectado por fáscias, que integram nossos sistemas. O abdômen está conectado com a caixa torácica e com a pelve por meio de músculos, fáscias e ligamentos, ou seja, a função do sistema respiratório interfere na função do  abdômen e do assoalho pélvico. Se um não está funcionando corretamente, o outro  sofre também. 

Quando a diástase está presente de forma patológica, com alteração da função da musculatura abdominal, certamente o corpo não possui uma boa estabilidade do tronco e do corpo como um todo, podendo gerar alterações na respiração, disfunções pélvicas e dores musculoesqueléticas.  

Como cuidar do corpo com diástase? 

A reorganização de um abdômen com diástase no pós-parto vai muito além da estética  e da aproximação do músculo reto abdominal. Na verdade, a reorganização consiste em devolver a função da musculatura abdominal e do corpo como um todo, que se alterou de inúmeras formas durante a gestação.

O mais importante no tratamento da diástase não é a aproximação do músculo reto abdominal, até porque temos a linha alba que é uma estrutura que se mantém entre  os feixes musculares, mas sim a funcionalidade do músculo, se ele está cumprindo sua função junto com os outros sistemas do corpo em conjunto. 

Dra. Letícia Dias Pinto de Oliveira – CREFITO 3/259894-F

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