“O que pode atrapalhar os seus resultados com o Pilates”

“O que pode atrapalhar os seus resultados com o Pilates”

Atualmente observamos um crescimento enorme no número de pessoas que procuram os profissionais ou estúdios de Pilates que oferecem está metodologia, devido a ampla divulgação nas mídias de comunicação e aos excelentes resultados que a ciência vem demostrando através de pesquisas cientificas e comprovações clínicas, seja para a reabilitação ou para a promoção da saúde e/ou prevenção de doenças.

Sabemos que o Pilates é um método de exercícios físicos que integra a mente e o corpo, que pode ser praticado por todas as pessoas (respeitando a individualidade e a condição clinica ou atual do cliente) e propicia inúmeros benefícios para a saúde e o bem estar, tais como:

– Melhora da consciência corporal e da Postura;

– Aumento da mobilidade articular  e da flexibilidade muscular;

– Melhora do tônus e força muscular;

– Melhora da coordenação motora e do equilíbrio corporal;

– Equilíbrio entre a musculatura profunda (estabilizadora) e a musculatura superficial (global)

– Melhora da capacidade respiratória e da circulação sanguínea

– Diminuição de dores, estresse, ansiedade, insônia, depressão, entre outros (poderíamos falar o artigo inteiro sobre os benefícios do método Pilates, rsrs).

Mas diante de tantos aspectos positivos destacados e da comprovação cientifica mencionada, você já parou para pensar em:

– Por que algumas pessoas não alcançam os resultados esperados?

– Por que muitas pessoas desistem de praticar os exercícios de Pilates?

– Por que existem pessoas que possuem desejo de praticar Pilates mas sempre tem alguma coisa que impede o seu inicio?

Podemos pensar em diversos motivos ou respostas a essas perguntas, mas é interessante analisarmos quais são as motivações destes clientes para iniciar o programa de exercícios, e principalmente quais são as suas motivações para eles manterem a pratica regular do Pilates.

 

Pensando nos fatores que podem dificultar ou influenciar os resultados dos clientes podemos destacar alguns aspectos como:

– Crenças Limitadoras

Devemos compreender que as pessoas possuem “crenças” (Em Programação Neurolinguística – PNL, crenças são as generalizações que fazemos sobre outros, sobre o mundo e sobre nós mesmos) que podem ser limitantes ou possibilitadoras para alcançar os seus resultados desejados.

Vamos pensar em duas pessoas que possuem um objetivo de melhorar a postura corporal (por sinal a maioria dos clientes buscam o Pilates com esse objetivo), sendo que uma apresenta crenças limitantes e a outra crenças possibilitadoras para alcançar esse objetivo. Veja nos exemplos abaixo as possíveis crenças inconscientes que essas duas pessoas podem ter e que influenciaram os seus resultados:

Exemplo de possíveis crenças possibilitadoras para melhorar a Postura:

– Uma boa postura previne problemas na coluna

– Pessoas com boa postura são reconhecidas como elegantes e saem bem nas fotos

– Uma boa postura abre portas para um relacionamento.

 

Exemplos de possíveis crenças limitadoras para melhorar a postura:

– Se eu melhorar a postura os meus amigos podem achar que estou metido;

– As pessoas com boa postura normalmente são se importam com as outras e só se preocupam com a aparência;

– Manter a boa postura me deixará artificial;

– Acho que nunca vou conseguir uma boa postura e não quero me decepcionar.

– Falta do entendimento do método ou superestimação do poder do exercício isoladamente:

Este ponto é muito importante e frequentemente as pessoas tem um entendimento equivocado de achar que apenas (ou seja, isoladamente) as duas ou três horas semanais de exercícios de Pilates fará a transformação do seu corpo.

É essencial que o cliente entenda detalhadamente os princípios e conceitos do método Pilates, pratique os exercícios regularmente e principalmente leve essas informações para o seu cotidiano, aplicando esses conceitos em suas atividades laborais ou de vida diária (em todos os padrões de movimentos sentar, agachar, deitar, andar, correr, saltar, empurrar, puxar), além de adotar hábitos de vida mais saudáveis.

 

– Dificuldade nas mudanças de hábitos

Sabemos o quanto é difícil para as pessoas mudarem os seus hábitos de vida e principalmente manterem os novos hábitos, e para isso é necessário muita dedicação e disciplina até que os novos hábitos estejam automáticos e assim tornando os resultados permanentes.

Vamos pensar em um cliente que possui como objetivo melhorar a sua dor lombar, ele precisará mudar uma serie de hábitos para obter sucesso no seu objetivo, como por exemplo:

– Praticar regularmente os exercícios de Pilates;

– Alternar a posição do corpo entre deitado, em pé e sentado (evitando a posição sentada que ocorrer maior sobrecarga nas vertebras lombares);

– Observar a sua postura mantendo o alinhamento corporal durante o seu trabalho, lazer ou atividade de vida diária;

– Evitar carregar objetos pesos;

– Adotar uma posição adequada na hora de dormir;

– Manter o peso corporal adequado para evitar sobrecargas articulares e muitas vezes implicando em modificar padrões alimentares e controlar a ansiedade (entre diversas outras possíveis mudanças);

– Falta de regularidade dos exercícios

Para que os resultados aconteçam da melhora maneira é necessário estímulos constantes, progressivos e com disciplina, pois sem duvida a frequência dos exercícios é fundamental para o alcance dos resultados desejados.

O método Pilates pode ser praticado diariamente (em minha opinião seria o ideal), mas em função das diversas atribuições e a falta de tempo normalmente às pessoas praticam de 2 a 3 vezes por semana. Mas devemos priorizar o compromisso de fazer todas as aulas semanalmente, pois vale a pena lembrarmos que a semana possui 168 horas, e que precisamos nos movimentar adequadamente e cuidar do nosso corpo em todas as demais horas.


– Falta de clareza nos objetivos e metas

Muitas vezes as pessoas iniciam as aulas de Pilates, mas não definem os objetivos e metas desejadas e acabam desmotivadas por não conseguir mensurar os seus resultados. E nesse sentido é imprescindível que o profissional auxilie o cliente na definição de quais são os seus objetivos e metas (ponto B) de curto, médio e longo prazo que vão direcionar aos melhores resultados esperados, assim como através de uma avaliação (anamnese, avaliação física e postural, testes específicos, exames complementares) conhecer qual é a sua condição atual (ponto A), para traçar adequadamente as estratégias necessárias para sair do ponto A ao ponto B e poder quantificar ou qualificar os seus resultados.

 

– Falta de Habilidade do profissional:

Infelizmente existem profissionais que acabam atrapalhando a evolução dos seus clientes por não identificar as suas necessidades e por vezes não aplicar os exercícios de forma adequada, sem respeitar a evolução individual de cada cliente.

O instrutor de Pilates precisa ter um amplo conhecimento do repertório dos exercícios de Pilates, conhecer muito bem a fisiologia, anatomia e biomecânica do corpo humano, entender a fisiopatologia das doenças que os clientes apresentam, e principalmente o bom senso de saber escolher os melhores exercícios para cada cliente de acordo com as suas necessidades.

 

Dr. Wellington Valeriano – Crefito-3/77458-F

Fisioterapeuta e instrutor de Pilates na WP Pilates & Saúde

Diretor da WP Pilates & Saúde

Treinador Sênior do VOLL Pilates Group

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